Você sabe o que é Cervicalgia?

A cervicalgia, ou dor na região do pescoço, é uma das principais queixas no consultório do ortopedista especialista em doenças da coluna vertebral. Trata-se de dor ou desconforto na região da coluna cervical. Estudos estimam que cerca de 50% das pessoas irão sofrer de crises dolorosas na cervical, com 33-65% de recorrência do episódio em até um ano. Esta pode estar associada a queixa de irradiação para os membros superiores, chamado de cervicobraquialgia.

Quais são as causas de Cervicalgia?

Para definir as causas para a dor na região, devemos conhecer as estruturas anatômicas que se localizam nesta topografia, como: os músculos, os discos intervertebrais, as articulações da coluna vertebral e os ligamentos que as estabilizam. Uma das causas atuais, e cada vez mais frequentes, é a dor cervical causada pela má postura em atividades do dia-a dia como o uso de Smartphones e no trabalho em Home Office.

Como é feita a avaliação da Dor Cervical?

A avaliação é feita com uma combinação entre a história do paciente, o exame físico detalhado, e, quando indicado, a análise de exames de imagem da região acometida. É importante ressaltar que mesmo em pacientes sem sintomas, podemos encontrar alterações nos exames de imagem, então essa correlação clínico-radiográfica deve ser bem criteriosa.

Como é feito o tratamento da Cervicalgia?

O tratamento deve ser feito de forma individual, levando em conta a duração da queixa, os achados de exame físico e de exames complementares, tratamentos prévios já realizados e outras particularidades de cada paciente. Após a determinação das principais causas para a queixa apresentada, podemos guiar o tratamento para otimizar os resultados de cada tipo específico de patologia. Os tratamentos podem variar entre o conservador, com reabilitação, reeducação postural ou do movimento, uso de medicamentos e uso de imobilizadores; o tratamento minimamente invasivo, com bloqueios ou infiltrações, e o tratamento cirúrgico, geralmente reservado para aqueles casos em que houve falha exaustiva do tratamento conservador, ou quando o paciente apresentar sinais de gravidade que requeiram intervenção precoce.